Notícias - Geral


15/03/2019 - 15h56

Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado

O Farmacêutico em Foco desta edição conversa com Stefanie Cornejo Pontelli, que coordena o NASF do município e desenvolve projetos como o calendário da saúde, oficinas e teatro para estudantes, grupo de puericultura e realiza visitas domiciliares a pacientes. “A proximidade com o paciente gera confiança no nosso trabalho e melhora na recuperação”, ressalta a farmacêutica. 

        Impresso


Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado

Com menos de dois mil habitantes, Mato Queimado, localizado na Região Noroeste, é um dos menores municípios do Rio Grande do Sul. É lá que atua desde 2009 a farmacêutica Stefanie Cornejo Pontelli, que atua na Assistência Farmacêutica do município e se envolve em diversos projetos voltados ao cuidado em saúde e bem-estar dos moradores da região. 

Atual coordenadora do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), Stefanie participou da criação do calendário da saúde, material que contém a programação de ações como visitas domiciliares, reuniões de grupos, mutirões, além de informações sobre prevenção e dias de consulta. Tendo a experiência de ter trabalhado em agência de publicidade e propaganda, a farmacêutica também se envolve com a parte gráfica e artística da publicação, distribuída anualmente para 700 famílias da cidade. 

Além de versátil, Stefanie destaca a proatividade como uma de suas características principais. Exemplos desse traço aparecem no seu engajamento em iniciativas como oficinas, palestras e teatros com informações e dicas de saúde para estudantes do município. Segundo ela, para o sucesso dessas atividades “o diálogo é a chave”. Conheça abaixo um pouco mais sobre a rotina da farmacêutica:

CRF/RS - Onde foi sua formação e como resolveu cursar Farmácia?

Stefanie Cornejo Pontelli - Estudei na Uri Santo Ângelo e me formei em 2008. Gosto de ajudar as pessoas – acredito que seja por isso que tenha cursado Farmácia. No entanto, não era o curso que queria fazer, mas acabei me apaixonando.

 

CRF/RS - Qual foi a tua primeira experiência profissional após terminar a faculdade? E onde mais atuaste?

S.C.P. - Minha experiência profissional após me formar foi numa farmácia comercial no município de Caibaté. Até então morava em Santo Ângelo e tive de me mudar. Experiência magnífica. Alguns meses depois abriu concurso para a prefeitura de Mato Queimado. Fiz e passei. Mudei-me para uma cidade ainda menor, por acaso, a menor do Estado.

 

CRF/RS - Comentes como foi o ingresso no Núcleo Ampliado de Saúde da Família. O que mais te chama a atenção nesse trabalho e quando começaste na equipe da Assistência Farmacêutica de Mato Queimado?

S.C.P. - O ingresso foi instantâneo. Assim que o município aderiu ao programa, a Secretaria de Saúde verificou que o meu perfil e o trabalho realizado por mim já era parte do proposto pelo NASF. O que mais me chama atenção no NASF é a rede que formamos com outros profissionais, sem falar na troca de experiência e o conhecimento que adquirimos em função dos desafios lançados, em especial os Projetos Terapêuticos Singulares.

Tenho perfil pró-ativo e acho que isso faz uma grande diferença neste trabalho. Também sou muito criativa e por isso os colegas requisitam bastante a minha colaboração. Antes de terminar a graduação, trabalhei numa agência de publicidade e propaganda e aprendi a trabalhar em programas de imagem. E o NASF tem muito disso – aproveitar as potencialidades.

 

CRF/RS - Quais eram tuas atribuições na época e quais são hoje? Fale mais sobre a tua rotina profissional.

S.C.P. - Antes era somente parte da equipe. Hoje sou coordenadora do NASF. Trabalhamos muito em equipe, que é formada por médico, educadora física, nutricionista e eu. A rotina profissional inclui, além da dispensação, grupos de educação em saúde, visitas domiciliares (quando vista a necessidade) e planejamento das atividades com base no calendário.

Atualmente, estou participando da avaliação dos alunos pelo Programa Saúde na Escola (PSE), faço a avaliação da acuidade visual. Já trabalhei com artesanato nos grupos de saúde mental. Tenho formação em Terapia Comunitária e Lian gong.

 

CRF/RS - O que precisa ter o farmacêutico para fazer um bom trabalho nessa área? 

S.C.P. - Como comentei antes, o perfil pró-ativo e a vontade de fazer a diferença faz com que qualquer desafio seja encarado. Posso ainda ressaltar que o apoio da gestora foi de grande valia, ela percebendo minhas potencialidades usou-as em prol da equipe e comunidade.

 

CRF/RS -  Sobre o trabalho de visitar os pacientes em suas casas, como acontece isso e o que tens para destacar sobre a interação com os pacientes?

S.C.P. - Com relação às visitas domiciliares, por eu ser parte integrante do NASF, realizo em parceria com os agentes de saúde quando o caso é com relação ao uso de medicamentos - dúvidas, posologia, adesão ao tratamento - e também quando é caso de dietas especiais, acompanhada da nutricionista do NASF também.

É muito interessante ver in loco a adesão do paciente. Muitas vezes eles não sabem o que estão usando, se estão usando de forma correta, ou então seus cuidadores têm dúvidas. Alguns pacientes, por serem acamados e ou domiciliados, não comparecem à unidade de saúde, e ver sua situação nos permite tomar atitudes e mudar nossa visão sobre o caso. A proximidade com o paciente gera confiança no nosso trabalho e melhora na recuperação.

 

CRF/RS - Fizeste parte da elaboração do calendário da saúde no município de Mato Queimado. O que é esse projeto?

S.C.P. - O calendário foi criado e pensado em equipe. A equipe de saúde de Mato Queimado reúne-se nos meses de outubro e novembro de cada ano para fazer uma avaliação geral dos trabalhos e programar as ações do próximo ano. Neste momento, monta-se o calendário. A parte gráfica e artística fica comigo. Os calendários são distribuídos pelos agentes de saúde nos meses de dezembro e janeiro para cerca de 700 famílias do município. A tiragem é de 800 publicações, que abordam visitas domiciliares, reuniões de grupos, mutirões, além de informações sobre prevenção, dias de consulta e também datas comemorativas, feriados e bailes típicos da região, que é de origem alemã.

 

CRF/RS - Também te envolves com oficinas, palestras e teatros para estudantes da cidade, assim como em um grupo de puericultura. Comente essas atividades.

S.C.P. - Com os alunos fazemos oficinas sobre saúde reprodutiva, sexualidade, higiene, respeito às diferenças, etc. O teatro foi uma forma que encontramos de abordar saúde bucal e alimentação saudável com os alunos menores, pré A, pré B, 1º, 2º e 3º anos. O grupo de puericultura falo sobre o uso correto e racional de medicamentos para os bebês. O que é febre, manejo da febre - cuidados não medicamentosos, como usar o termômetro. São oficinas, pequenas palestras onde o diálogo é a chave.

As ideias vão sendo pensadas no decorrer dos trabalhos e através de reuniões periódicas, nos estudos de casos, e até mesmo via Whatsapp da secretaria de Saúde. 

 

CRF/RS - Acompanhas a atuação do CRF/RS? Tens algo a destacar?

S.C.P. - Acompanho a atuação e destaco que são muito ativos, o que é muito bom, fazendo assim a nossa profissão ser reconhecida como deve.


Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado Com criatividade e iniciativa, farmacêutica faz a diferença na saúde em Mato Queimado




Encontrou algum erro ou conteúdo desatualizado em nosso site? - Clique AQUI e reporte para nossa área de qualidade.