Notícias - Geral


04/12/2017 - 14h52

Na área de cuidado em saúde, trabalhos científicos gaúchos são premiados no I CBCF

Conheça abaixo mais sobre o projeto acadêmico da Unijuí de estímulo ao uso racional de medicamentos, e também sobre a ideia de três farmacêuticos clínicos do HCPA, que objetiva tornar mais eficiente o processo de reconciliação medicamentosa dentro da pediatria.

        Impresso


Na área de cuidado em saúde, trabalhos científicos gaúchos são premiados no I CBCF

O I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas foi o mais importante na área neste ano no país, contando com uma ampla mostra de trabalhos científicos. Ao todo, 942 resumos foram aprovados para apresentação no evento realizado entre 15 e 18 de novembro em Foz do Iguaçu. Dentro da área “Cuidado em saúde”, que abrangia o cuidado farmacêutico nos diferentes níveis de atenção e lugares de atuação, saúde estética, práticas integrativas e complementares e segurança do paciente, dois projetos gaúchos estiveram entre os vencedores.

Para saber mais sobre a obra “Da fábula ao real, seja racional: uso de teatro para educação farmacêutica”, conversamos com a professora Christiane Colet, da Unijuí. Já para ter detalhes do trabalho “Disfunção respiratória e mais de cinco medicamentos de uso contínuo como fatores de risco para discrepância não intencional em pacientes pediátricos”, quem fala na sequência são os autores Lucas Miyake Okumura, Bruna Bergmann Santos e Giovanna Webster Negretto, da seção de Farmácia Clínica do Hospital de Clinicas de Porto Alegre.

CRF-RS - Comente o projeto “Da fábula ao real, seja racional: uso de teatro para educação farmacêutica”. De quem foi a ideia, como foi a elaboração e execução da iniciativa? 

Christiane Colet - A ideia foi da coordenação do curso de Farmácia e de um grupo de alunas. Essa ideia surgiu em reuniões realizadas a partir do edital do CRF-RS para o Concurso da Semana do Uso Racional de Medicamentos. A elaboração e execução foi toda coordenada pelos alunos que participaram do teatro, desde a escrita da peça, ensaios, composição de músicas. A coordenação do curso viabilizou a parte estrutural por meio de parceria para os custeios da atividade. 

 

CRF-RS - Quais os objetivos de vocês com essa proposta? 

Christiane Colet - A ideia foi ensinar e aprender de uma forma lúdica, buscando sensibilizar estudante de ensino fundamental para o uso racional de medicamentos. Acreditamos que esse público pode ser potencial para buscar novas perspectivas de uma população mais consciente e comprometida com o uso de medicamentos. Além disso, a peça buscou divulgar a figura do farmacêutico como o profissional do medicamento.

 

CRF-RS - O que você achou da premiação no I CBCF?

Christiane Colet - Achei excelente a iniciativa e ficamos muito felizes por ter ganho. Essa possibilidade surgiu do trabalho que realizamos para o concurso do CRF-RS. Foi muito motivador aos alunos, em especial para os que não participaram, realizarem atividades semelhantes e se inserirem em outras oportunidades. 

_______________________________________________________

 

CRF-RS - Comente o projeto “Disfunção respiratória e mais de cinco medicamentos de uso contínuo como fatores de risco para discrepância não intencional em pacientes pediátricos”. De quem foi a ideia, como foi a elaboração e execução da iniciativa?

Lucas Okumura, Bruna Santos e Giovanna Negretto - A ideia partiu de uma problemática vivenciada diariamente por nós, farmacêuticos clínicos. Considerando o elevado número de pacientes por farmacêutico e as inúmeras atividades clínicas desenvolvidas diariamente, como poderíamos tornar a reconciliação medicamentosa na admissão um serviço mais eficiente? Será que há pacientes com maior risco de apresentarem prescrições com discrepância não intencional? Será que se focarmos em uma parcela de maior risco teremos mais tempo para exercer outras atividades, tão essenciais quanto a reconciliação medicamentosa? E foi a partir destes questionamentos que decidimos criar um banco de dados mais extenso, com informações acerca dos pacientes reconciliados, com o objetivo de analisar quais pacientes, dentro da nossa população pediátrica, poderiam ter risco aumentado de discrepâncias não intencionais. Este banco de dados foi inserido em nossa rotina como forma de facilitar a organização dos indicadores mensais do Serviço de Farmácia e também como forma de gerar um banco de informações para posterior análise.

 

CRF-RS - Quais os objetivos de vocês com essa proposta?

Lucas Okumura, Bruna Santos e Giovanna Negretto - Nosso objetivo principal é tornar mais eficiente o processo de reconciliação medicamentosa dentro da pediatria, local onde atuamos. Para isto, foi preciso entender melhor o perfil dos nossos pacientes e analisar quais deles apresentaram maior risco de discrepâncias não intencionais.

 

CRF-RS - Fale sobre a inserção da farmácia clínica nos hospitais e a atuação do farmacêutico no cuidado em saúde do paciente.

Lucas Okumura, Bruna Santos e Giovanna Negretto - A inserção do farmacêutico clínico nos hospitais vem crescendo exponencialmente. Podemos observar tanto na literatura quanto na prática hospitalar que cada vez mais hospitais estão investindo na área da clínica, com o objetivo de melhorar a segurança do paciente. O acompanhamento farmacêutico durante a internação e/ou ambulatorial pode contribuir para o uso correto dos medicamentos, reduzindo erros de medicação, com consequente redução de gastos hospitalares sem comprometimento da terapia, além de promover o uso racional de antimicrobianos e melhorar a adesão às terapias propostas pela equipe assistencial. Serviços farmacêuticos tais como a reconciliação de medicamentos e avaliação diária de prescrições médicas são algumas das formas de inserção do farmacêutico no cuidado em saúde do paciente, facilitando também a interação com os demais profissionais da saúde.

 

CRF-RS - O que você achou da premiação no I CBCF?

Lucas Okumura, Bruna Santos e Giovanna Negretto - Ficamos lisonjeados com a premiação em um congresso de grande porte como foi o I CBCF. É muito bom poder divulgar um pouco do nosso trabalho para outros colegas e trocar experiências. Receber um prêmio como este é o melhor retorno que poderíamos ter.


Na área de cuidado em saúde, trabalhos científicos gaúchos são premiados no I CBCF Na área de cuidado em saúde, trabalhos científicos gaúchos são premiados no I CBCF Na área de cuidado em saúde, trabalhos científicos gaúchos são premiados no I CBCF