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14/06/2018 - 11h31

Preparo de fórmulas contendo combinações de essências florais

Fórmulas utilizadas em Terapia Floral podem conter qualquer número de essências florais. Confira abaixo o texto assinado pelas Comissões de Práticas Integrativas e Complementares, Farmácia Magistral e Diretoria do CRF-RS.

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Preparo de fórmulas contendo combinações de essências florais

Não há impedimento terapêutico ou farmacotécnico para o preparo de fórmulas contendo determinado número de essências florais empregadas em Floralterapia.

As fórmulas preparadas em farmácias magistrais (com manipulação) podem conter qualquer número de essências por frasco, bem como diferentes sistemas florais associados. Os terapeutas florais têm autonomia para indicar suas fórmulas conforme seus conhecimentos, não havendo número máximo de essências que podem estar contidas em uma formulação ou impedimento de associação de tipos de essências dos diversos sistemas disponíveis nas farmácias. 

De acordo com a definição do Ministério da Saúde, “Terapia de Florais é uma prática complementar e não medicamentosa que, por meio dos vários sistemas de essências florais, modifica certos estados vibratórios auxiliando a equilibrar e harmonizar o indivíduo. O pioneiro das essências florais foi o médico inglês Edward Bach que, na década de 1930, inspirado nos trabalhos de Paracelso, Hahnemann e Steiner, adota a utilização terapêutica da energia essencial - energia sutil - de algumas flores silvestres que cresciam sem a interferência do ser humano, para o equilíbrio e harmonia da personalidade do indivíduo, reatando laços com a tradição alquímica de Paracelso e Hildegard Von Bingen, numa nova abordagem da saúde”. 

O Ministério da Saúde descreve as essências florais como “extratos líquidos naturais, inodoros e altamente diluídos de flores que se destinam ao equilíbrio dos problemas emocionais, operando em níveis sutis e harmonizando a pessoa internamente e no meio em que vive”. Portanto, essências florais não são medicamentos homeopáticos e apresentam características distintas de preparo e aplicação, não apresentando todas as formas farmacêuticas encontradas na Homeopatia e não devendo ser submetidas à dinamização. 

O farmacêutico, como responsável técnico pelos produtos preparados em estabelecimentos farmacêuticos, além da orientação correta aos usuários, deve atentar para as boas práticas de fabricação aplicadas a esses produtos, para o número específico de gotas utilizadas no preparo de cada tipo de floral e/ou sistema de florais, para as bases adequadas a serem utilizadas, assim como para os conservantes empregados conforme são tradicionalmente utilizados nesse tipo de terapêutica.  

Referências consultadas:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS HOMEOPATAS. Manual de Normas Técnicas para o Preparo de Essências Florais. São Paulo: ABFH, 2009.

BACH, EDWARD. Os doze curadores e outros remédios. Edição definitiva. Mount Vernon: The Dr. Edward Bach Centre, 2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria MS nº 702, DE 21 de março de 2018. Altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Glossário Temático: Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Manual de Implantação de Serviços de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 611, de 2015. Dispõe sobre as atribuições clínicas do farmacêutico no âmbito da floralterapia, e dá outras providências.

FORBES, H. A. W.. Selected Individual Therapies. In Bannerman et al.. Traditional Medicine and Health Care Coverage. World Health Organization - WHO, 1983.

VENÂNCIO, DINA (Org.). A Terapia Floral - Escritos selecionados de Edward Bach. 5ª Edição. São Paulo: Ground, 1991.

Comissão Assessora de Práticas Integrativas e Complementares, Comissão Assessora de Farmácia Magistral e Diretoria do CRF-RS.






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